- A
comida neste ponto do espaço não é famosa… - reclamo, mal-humorado…
- Tu é
que és má boca… quando isto passar vou-te fazer uns cozinhados e vais ver o que
é boa comida – responde N. … apesar de tudo está bem humorada…
Sorrio,
enquanto ataco a terceira mousse de alfarroba (raio de coisa para se encontrar
nos confins do espaço, um dia vou ter de descobrir como é que isto aqui veio
parar…)
- Não
percebo qual o papel do Zhor nisto tudo… - interroga-se N.
- Pelos
vistos o Zhor é alguma coisa num dos clãs Omnayk… o túnel espacial perto de nós
e programado para levar ao ponto onde ele estava… aquele esforço para nos
ajudar… nada foi inocente… resta saber qual o propósito e se é bom ou mau…
- Achas
que foi por isso que o Gwalc’mai não nos acompanhou?
- Pois…
acho que os guardiães não iam gostar particularmente… mas até isso é estranho…
se processam toda a informação do que se passa no universo devem ter sabido
quem nos arranjou a nave e nos enviou até eles…
O
comunicador de N. pisca…
- É a
tua amiguinha… atende-a… - atira-me o comunicado visivelmente amuada…
- Z.
diz-me coisas…
- Tinhas razão… o computador central estava a
transmitir dados para alguém externo… já o reprogramei… a máquina dos guardiães
era mesmo eficaz…
- Thank
you Z. … já aí vou ter e levo-te uma magnífica mousse de alfarroba…
Temos de
mudar de poiso urgentemente… Zhor não pode saber onde andamos… não sei qual é o plano dele, mas isto é política
e não gosto de ser usado… não gosto que pensem pela minha cabeça nem d éter de pensar
pela cabeça de outros…
- Anda
N. … voltemos a Omnayk … há muito por esclarecer lá…
-
Omnayk? Não somos muito populares por lá… e quando de lá saímos aquilo parecia
estar à beira de uma guerra civil…
- Um
bom sitio para se estar – remato… quero voltar para a nave… estou cansado e
sinto falta de Z. … estou cada vez mais confuso e a perder tempo com uma guerra
galáctica que não me interessa e não percebo…
Chegamos
à nave… o sorriso de Z. anima-me como sempre… peço-lhe para nos levar para
outro quadrante usando a táctica “ao calhas” … N. olha-me…
- Não
tinhas dito Omnayk?
- Como
tu ouviste outros devem ter ouvido… ou muito me engano ou Zhor tem olhos e
ouvidos em muitos lados…
Tex choraminga
a pedir comida… gostava de ser gato… era tudo tão mais fácil…
Sento-me
na sala de repouso e semicerro os olhos… segundos depois estou a dormir
profundamente…
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